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Era só um furto que me faltava

  • Líderes
  • 17 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

Artigo de Opinião por Raphael Ribeiro, Associado I do Instituto Líderes do Amanhã


Atualmente, o Brasil é um dos países mais inseguros do mundo. Inclusive, ocupa a posição 31° no ranking da pesquisa realizada pelo Institute for Economics and Peace (IEP), e, o mais grave quando comparado a países da América Latina, está entre os 5 mais perigosos. Segundo a reportagem divulgada pelo jornal O Globo, em 05 de agosto de 2023, o índice considera volume de homicídios, encarceramento, violência policial, custos militares x PIB, vítimas de crimes e conflitos internos e/ou externos. Esses indicadores são, inclusive, avaliados pelos governantes brasileiros em todas as instâncias geográficas, tendo em vista a dimensão continental e a particularidade regional, pois esta influencia diretamente no comportamento em sociedade, no que diz respeito às leis.


A criminalidade tem aumentado cada vez mais por uma serie de fatores, mas principalmente pela constituição, que não pune de maneira proporcional às ações ou realiza punições absurdas para delitos mínimos, tornando a justiça algo abstrato. De acordo com reportagem realizada pelo site Brasil Paralelo, o Brasil tem registrado a redução no número de assassinatos, 130 por dia, o menor desde 2011. O motivo se deve ao agravamento da pena relacionada a homícidio, além de outras campanhas voltadas para a punição severa desse crime. Entretanto, outros índices são alarmantes, como guerra ao tráfico de drogas e o número de furtos, o que assusta qualquer brasileiro, principalmente se esse indivíduo estiver nas estatísticas.


Um dado interessante e alarmante é que 40% dos brasileiros já foram assaltados. Além disso, o Brasil bate recordes mundiais em relação ao furto e aos roubos de celulares, carros e cargas. Mesmo com diversas políticas para reduzir esses indicadores, os números continuam perturbadores e proporcionam o sentimento, evidenciado pelos fatos ocorridos ou vivenciados, de que o país da insegurança é o Brasil. Portanto, uma das preocupações do brasileiro é de não se tornar uma estatística, pois muitos sofrem com diversos outros problemas relacionados à insegurança, e, quando avalia-se os dados, a questão a se fazer é: “Quando entrarei nas estatísticas? Só o furto que me resta?” A sensação de impunidade, a insegurança jurídica, campanhas de desarmamento ineficientes e infundadas, precariedade na educação básica, aumento da pobreza ocasionado pela inflação e impostos, além de tantas outras ações estatais inúteis, porém, travestidas de balas de prata, são diversas possibilidades da situação caótica do Brasil.


De assassinatos, roubos, furtos, violência, injustiça e impossibilidade de auto defesa, tornam real o verdadeiro bingo do brasileiro, a pergunta que se faz é: “Qual estatística quero evitar?”. É importante frisar que algumas ações, como a liberação do porte de armas, a melhora econômica e a reformulação das leis de combate a criminalidade, influenciaram, nos últimos anos, uma melhoria nesse cenário caótico. A expectativa não é a mais esperançosa, entretanto, seja o furto ou outro crime a completar o “bingo”, que continue ausente na cartilha do brasileiro, principalmente, se esse puder exercer sua defesa e sua liberdade diária. Que o furto continue a faltar!

Raphael Ribeiro, Associado I.

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