A Consciência e a Qualidade da Tomada de Decisão
- Líderes
- 27 de jun. de 2023
- 2 min de leitura
Artigo de Opinião por Leonard Batista, Associado III do Instituto Líderes do Amanhã
Por muitas vezes, uma das habilidades mais exigidas de um líder é a tomada de decisão. A tarefa envolve avaliação de informações, consideração de fatores relevantes, avaliação de riscos e benefícios, bem como a escolha de uma opção que possa atender às metas de uma equipe. Muitas vezes pode ser necessário agir em um cenário de crise e de maneira rápida, o que exige ainda mais do líder a destreza de tomar boas decisões.
De acordo com Herbert Simon, cientista americano ganhador do Prêmio Nobel, as emoções individuais do líder influenciam completamente o resultado de um grande número de decisões. Neste sentido, cabe a todos que querem tomar as melhores decisões saber tudo o que puder sobre emoções e seus efeitos, ou, em outras palavras, aumentar seu nível de consciência.
Simon afirma que todo sentimento começa com um estímulo externo, seja o que alguém disse ou um evento físico. Esse estímulo gera uma emoção não sentida no cérebro, que faz com que o corpo produza hormônios responsivos. Esses hormônios entram na corrente sanguínea e criam sentimentos, às vezes negativos e às vezes positivos.
Um bom exemplo é quando se está sob efeito do “medo”. A origem geralmente é um estímulo externo de “ameaça” que evolui para esta emoção de “medo”. Essa reação emocional acontece inconscientemente, mas seu efeito prático pode ser desastroso. Ao se sentir amedrontado, um líder pode não somente ter suas decisões afetadas, como também ser um precursor de medo aos demais da equipe. E a melhor saída para tal item pode ser a “consciência”.
A consciência de que existe uma dança constante e complexa entre emoções e sentimentos pode melhorar significativamente sua inteligência emocional, incluindo sua capacidade de tomar decisões. A consciência traz compreensão de que as emoções e os sentimentos, apesar de serem resultados do que está acontecendo em nossos cérebros e corpos, são, antes disso, efeitos de estímulos externos que, quando conhecidos, podem ser controlados ou minimizados.
A compreensão de tudo isso pode ajudar o líder a fazer escolhas que são realmente benéficas à longo prazo, e não apenas percebidas como benéficas no curto prazo. É preciso considerar como qualquer emoção particular pode se traduzir em um sentimento e, consequentemente, em uma ação. Um líder consciente de si mesmo tende a ter decisões e resultados melhores.

Leonard Batista, Associado III.


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