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A Ascenção do Woebot e o Futuro da Medicina

  • Líderes
  • 30 de mai. de 2023
  • 3 min de leitura

Artigo de Opinião por Leonard Batista, Associado III do Instituto Líderes do Amanhã


O debate a respeito da inteligência artificial ganhou as manchetes nos últimos meses com o lançamento e disponibilização do “ChatGPT” (aplicativo da “OpenAI”). Muito se discute sobre os possíveis impactos desta inovação, mas pouco têm se falado sobre aplicações de outras iniciativas já presentes no mercado e que também utilizam inteligência artificial.

A pandemia expôs a fragilidade da saúde mental das pessoas no mundo inteiro. Estima-se atualmente que muito mais pessoas necessitam de tratamento mental do que aquelas que estão em tratamento.


O “Woebot” é um aplicativo com inteligência artificial com o objetivo de tratar da saúde mental do usuário, ou, em outras palavras, ser um psicólogo digital com inteligência artificial. Na verdade, o “chatbot” é uma ferramenta baseada na programação de um aplicativo que pode entregar conselhos, exercícios e métodos de conciliação de conflitos. Abaixo seguem algumas vantagens do uso da tecnologia:

  1. Conveniência - muitas vezes quando uma pessoa sofre de um problema mental o especialista está há muitos quilômetros de distância, o que dificulta o tratamento.

  2. Quebra de Paradigma - há um estigma na sociedade, e muitas vezes um preconceito sobre a real necessidade de se tratar com um psicólogo ou psiquiatra. Além disso, o tratamento na maioria das vezes é caro.

  3. Agilidade - em sua operação o aplicativo não indica longos artigos para ler. As mensagens são produzidas como uma conversa com um amigo próximo, com dicas diretas e pragmáticas. As interações não duram mais do que cinco minutos. Após cinco minutos o aplicativo te pergunta se você quer continuar ou se você deseja encerrar e continuar no próximo dia. Essa é considerada uma das maiores forças do aplicativo.

  4. Um novo parceiro do dia-a-dia - pequenas e rápidas interações permitem aos usuários acessar a ferramenta ao longo do seu cotidiano, às vezes em uma reunião em que pretende falar algo, ou até mesmo em uma discussão em que não sabe qual é a melhor maneira de se comportar.

O “chatbot” não pretende substituir a relação entre paciente e terapia. O que ele pretende é proporcionar uma oportunidade àqueles que não podem pagar, ou até mesmo aqueles que são novos e tem algum tipo de preconceito com o tratamento.


A ferramenta não é indicada para uso de casos extremos, como pensamentos suicidas ou esquizofrenia. Por outro lado, ele pode ser muito bem aplicado a problemas do dia-a-dia, como ansiedade estresse e dificuldades em relacionamentos.


Essas habilidades, inclusive, deixam claro que o objetivo do aplicativo é complementar ações que um médico normal não conseguiria atender, e não substituir o profissional. Um terapeuta tradicional, quando muito ágil, consegue atender um paciente semanalmente em sessões que duram 15 minutos. O aplicativo, por sua vez, já consegue atender em sessões ainda menores (de cinco minutos) e em uma frequência de acordo com a necessidade do usuário.


O “Woebot” já é uma disrupção da inteligência artificial disponível para os indivíduos ao redor do mundo. Sua invenção não significa a extinção da profissão de psicólogo. O que vemos é a criação de um ecossistema que irá elevar a produtividade dos indivíduos ao redor do mundo. Além disso, a ferramenta tem um grande potencial para romper a resistência de muitas pessoas que não dão a devida importância aos tratamentos de saúde mental de um tratamento voltado à saúde mental e assim impulsionar o número de usuários que possa inclusive procurar os médicos tradicionais.


Leonard Batista, Associado III.


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